Quando eu ainda estava bem no começo da viagem, eu e a Lia fomos pesquisar como ir da Tailândia para o Laos. Depois de muita pesquisa na internet decidimos ir para Chiang Mai e de lá cruzar a fronteira com o Laos seguindo até Luang Prabang. Não era o modo mais recomendado, porque seriam 2 dias viajando num barco meio trash e super lotado, que as pessoas diziam ser perigoso, mas mesmo assim resolvemos arriscar.
Quando chegamos em Chiang Mai fomos pesquisar transporte até a fronteira, queríamos sair de lá de noite para poder cruzar a fronteira pela manhã bem cedinho. Já sabíamos da existência de uma mini-van noturna e depois de uma breve pesquisa pela cidade achamos essa mini-van e decidimos comprar o pacote completo (mini-van, hospedagem em Chiangkong, 1 lanch box e o ticket do barco). Tudo é meio desorganizado, mas no fim vale a pena, porque descobrimos que fazer tudo por conta própria sai no mesmo preço e da mais trabalho.
O visto pro Laos é bem tranqüilo, é só preencher os papéis na fronteira e pagar (31 dólares se for com passaporte brasileiro, o europeu paga 36), a guest house que a gente dormiu organizou tudo pra gente, foi bem tranqüilo.
Dica importante: leve comida e água com você, isso não é possível encontrar no barco e como não se tem muito o que fazer, come-se muito.
O barco parte por volta das 11:30 da manhã, a viagem do primeiro dia dura cerca de 5h, até a pequena vila de Pakbang.No meio do caminho o barco fez umas 5 paradas para deixar pessoas que haviam ido até a cidade fazer compras. As paradas eram sempre no meio do nada, onde existem pequenos vilarejos, bem menores do que Pakbang, que já é muito pequena, energia lá, só a base de gerador, tudo chega lá por barco. Em cerca de 15 minutos andamos por toda a vila com calma.
Dica importante: assim que o barco atracar em Pakbang, procure por sua bagagem e só assim deixe o barco, porque depois vira uma bagunça só e vai muito mais difícil pra achar. O mesmo serve para quando chegar em Luang Prabhang.
Existem diversas guest houses lá, escolha uma quando desembarcar e pronto.
No dia seguinte o barco parte por volta das 9:30 da manhã.
Mais uma dica importante: chegue sempre mais cedo, para poder escolher bons lugares, porque o barco vai estar realmente lotado.
Última dica importante: conheça todas as pessoas que puder, isso vai tornar sua viagem mais divertida, você poder aprender com aquelas pessoas ou fazer bons amigos, como aconteceu comigo e com a Lia. Além é claro de termos ganho companhia para os dias em Luang Prabhang.
Voltando a viagem de barco...
O segundo dia de viagem é mais longo, cerca de 7 horas. E como no dia anterior, faz algumas paradas no meio do nada para deixar algumas pessoas, sempre pessoas do Laos.
Achei que a viagem foi muito tranqüila, não é perigosa como tínhamos ouvido falar e foi divertida. No fim valeu muito a pena e eu recomendo, mesmo se você estiver fazendo uma viagem de pouco tempo. É uma experiência única, além de ter sempre uma paisagem muito bonita ao fundo.
Chegamos em Luang Prabhang e junto com mais 3 pessoas que conhemos no barco (1 brasileiro e 2 argentinos), fomos procurar um lugar pra ficar. Nossa guest house fica perto do rio Mekonke e é realmente barata, estamos pagando aqui em um quarto para nós duas menos do que eu paguei em Bangkok, num quarto para 10 meninas...
Depois escrevo mais sobre Luang Prabhang e coloco fotos.
Hoje estamos pegando um vôo daqui para Hanoi e não tenho tempo pra fazer isso, sem contar que a internet é super lenta por aqui, mas já adianto, Luang Prabhang é uma cidade linda, adorei!!!
Queríamos ter ficado mais tempo, mas não achamos vôo pro fim de semana...
Vou ficando por aqui e volto pra falar de Luang Prabhang e do Vietnam.
Beijos!!
Para contar das minhas aventuras e desventuras, descobertas e redescobertas por esse mundo a fora... Para compartilhar um pouco dos meus pensamentos, sentimentos e desejos.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Chiang Mai
Para localizar a todos, uma breve introdução: Chiang Mai é a segunda maior cidade na Tailândia e no passado foi capital do país. Fica localizada na região norte do país e é onde existe o maior número de templos na Tailândia.
Bom, agora que já sabem onde estou, vou contar um pouco sobre tudo nesses últimos dias.
No dia 28 encontrei a Lia no aeroporto de Bangkok e de lá seguimos direto para a estação de trem. A viagem de Bangkok até Chiang Mai foi muito tranqüila, nossos assentos viravam cama, então conseguimos dormir a noite inteira (saímos de Bangkok as 20:30 e chegamos a Chiang Mai as 9:30). Tinham muitos viajantes no trem, todos seguindo mais ou menos o mesmo caminho: passar uns dias em Chiang Mai e seguir para o Laos.
Chegamos na cidade sem acomodação reservada, mas foi super fácil achar uma, e achamos uma muito boa. Quarto só pra nos duas, café da manhã, piscina e muito bem localizada. o nome da nossa guest house é M.D. House, fica então um indicação para quem quiser.
A cidade é bem grande, mas tem um quadrado central que é onde tudo acontece, esse quadrado não é muito grande e, apesar de não conseguir entender nada do que está escrito nas placas, não é difícil de se locomover por ela.
A cidade é muito turística, nas principais ruas, as placas são em tailandês e em inglês. Muita gente fala inglês, mas o inglês deles é o mais difícil de se entender que eu encontrei até agora, o sotaque deles é muito forte, mas no fim da pra se virar de alguma forma.
A cidade é muito turística, nas principais ruas, as placas são em tailandês e em inglês. Muita gente fala inglês, mas o inglês deles é o mais difícil de se entender que eu encontrei até agora, o sotaque deles é muito forte, mas no fim da pra se virar de alguma forma.
Mesmo tendo anos que a gente não se via, eu e a Lia estamos nos dando muito bem, parece até que esse tempo todo não existiu, a não ser pelas mudanças nas nossas vidas, que já foram todas colocadas em dia nesses 3 ou 4 dias de conversas, passeio, andadas, risadas e bebidinhas também, por que uma cervejinha bem gelada nesse calor todo, faz muito bem!!
Aqui em Chiang Mai tem um Night Bazar, abre todos os dias por volta das 17 horas e vai mais ou menos até a 1 hora da manhã. Andamos mais de 1 hora por ele e não o percorremos todo, é muito grande!! Lá vende-se de tudo: roupa, bolsa, bijouteria, enfeites de decoração, pachiminas, comida, relógios, brinquedos, enfim, tudo o que eles podem imaginar, eles colocam pra vender. Coisas falsificadas (que parecem até ser verdadeiras, tamanha a precisão de detalhes), artesanais e marcas locais. Como na Turquia, tem que barganhar muito, nada de comprar pelo primeiro preço e de preferência no primeiro lugar também não. Mas muito cuidado, você pode até perguntar o preço, mas se não for comprar não diga que está caro, diga que não gostou e siga em frente, senão a encheção de saco começa (desculpem a palavra, mas é a mais pura verdade). Ficam te pedindo pra colocar um preço e se você não comprar vão atras de você tentando te convencer do contrário e são até mal educados, grossos mesmo. Mas se quiser comprar, não se acanhe em oferecer menos da metade do preço, porque senão, mais pra frente um pouco, quando ver a próxima barraquinha, vai se arrepender.
Inclusive, se quiser fazer trekkings e alguns dos muitos passeios que tem nessa região, pesquise bastante e não feche com no primeiro lugar. Nós conseguimos comprar um passeio com uma diferença de 300baths (bath é o nome do dinheiro daqui), que da uns 10 dólares, pode parecer pouco, quando colocado em dólares, mas não é não, principalmente levando em conta nosso orçamento diário...
O passeio foi muito legal, visitamos um centro onde pequenas tribos, vindas de Mianmar, China e Mongólia vivem. Lá encontramos aquela tribo das mulheres que esticam o pescoço; de verdade, não sei como elas conseguem, porque aquele negócio é pesado demais!!!
Andamos de elefante, fizemos um trekking de 1 hora até uma cachoeira e mais uma hora voltando e terminamos num rafiting bem legal. No fim eu coloco as fotos ;0)
Mas já adiantando, a paisagem é muito parecida com a do Brasil, floresta tropical, plantação de banana, bambuzal... eu estava praticamente em casa.
Andamos de elefante, fizemos um trekking de 1 hora até uma cachoeira e mais uma hora voltando e terminamos num rafiting bem legal. No fim eu coloco as fotos ;0)
Mas já adiantando, a paisagem é muito parecida com a do Brasil, floresta tropical, plantação de banana, bambuzal... eu estava praticamente em casa.
Ontem, aqui em Chiang Mai começou um grande festival local, não achei a tradução do nome para o inglês... mas sei que acontece todo ano e dura um fim de semana. Desculpem, mas não sei escrever o nome do festival...
Para começar o festival bem, eles vão para a principal praça da cidade, que é onde o mesmo acontecem e soltam pequenos balões brancos no céu. Perguntei qual o seguinificado e uma mulher me disse que era para dar sorte.

Então, para dar sorte...
... meu balão voou pelo céu até que o perdi de vista.
Para começar o festival bem, eles vão para a principal praça da cidade, que é onde o mesmo acontecem e soltam pequenos balões brancos no céu. Perguntei qual o seguinificado e uma mulher me disse que era para dar sorte.

Então, para dar sorte...
... meu balão voou pelo céu até que o perdi de vista.
Pena que não vamos ver o resto do festival, porque estamos seguindo hoje a noite em direção ao Laos. Vamos pegar um micro-ônibus até a fronteira, depois de cruzada a mesma (só amanhã pela manhã), serão mais 2 dias viajando num barco lento, parando no meio do caminho só para dormir, numa cidade que nem energia elétrica tem...
só chegaremos no nosso próximo destino dia 02/11 por volta das 17 horas. O nome da cidade é Louang Phabang, cidade que está na lista da UNESCO como patrimônio histórico mundial, é uma das mais conservadas de toda essa região.
Como aqui em Chiang Mai, não vamos deixar nenhum lugar pré-reservado, pegamos algumas dicas com pessoas que encontramos durante esses dias e que estiveram por lá, mas todos falaram: "o melhor é andar pela cidade e achar um lugar que te agrade".
Estamos as duas ansiosas para chegar em Louang Phabang, a cidade parece ser muito interessante por tudo o que li e pelo que diseram todas as pessoas com quem conversei nesses dias de viagem. Ainda não sabemos quanto tempo vamos ficar por lá e nem exatamente o nosso próximo destino, mas assim que formos decidindo coloco aqui e deixo a todos informados ;o)
Agora algumas fotos desses dias.
Beijos a todos e as próximas notícias virão diretamento do Laos.
só chegaremos no nosso próximo destino dia 02/11 por volta das 17 horas. O nome da cidade é Louang Phabang, cidade que está na lista da UNESCO como patrimônio histórico mundial, é uma das mais conservadas de toda essa região.
Como aqui em Chiang Mai, não vamos deixar nenhum lugar pré-reservado, pegamos algumas dicas com pessoas que encontramos durante esses dias e que estiveram por lá, mas todos falaram: "o melhor é andar pela cidade e achar um lugar que te agrade".
Estamos as duas ansiosas para chegar em Louang Phabang, a cidade parece ser muito interessante por tudo o que li e pelo que diseram todas as pessoas com quem conversei nesses dias de viagem. Ainda não sabemos quanto tempo vamos ficar por lá e nem exatamente o nosso próximo destino, mas assim que formos decidindo coloco aqui e deixo a todos informados ;o)
Agora algumas fotos desses dias.
Templos em Chiang Mai
Monges pelas ruas, eles estão em todos os lugares...
muitas cores pela Tailândia
plantação de arroz
tribo das mulheres com pescoço esticado e eu tentando imitar, rsrsrs
elas todas estão sempre pintadas, mesmo as crianças.
eu brincava disso quando criança!!!!
Lia dando cana de açúcar pro elefante
eu e Lia esperando o balão ficar pronto para subir vôo
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